Posts Tagged ‘federal’

Crimes pela internet. Pena? Leitura forçada!

Quinta-feira, Maio 1st, 2008

O Dr. Mário Jambo, Juiz Federal no Rio Grande do Norte, concedeu liberdade provisória a três homens presos, pela Polícia Federal, na Operação Colossus em 2007. Esta operação cumpriu 29 mandados de prisão em relação a pessoas que estavam supostamente envolvidas com furto de senhas bancárias pela Internet.

Centenas de Liberdades provisórias são concedidas todos os  dias no Brasil, e isso seria um fato comum. Mas as condição imposta pelo juiz para a concessão são no mínimo, curiosas.

 

Paulo Henrique da Cunha Vieira (22 anos), Ruan Tales Silva de Oliveira (23 anos) e Raul Bezerra de Arruda Júnior (30) deverão apresentar um resumo, a cada três meses, dois clássicos da literatura.  E já têm trabalho para os próximos dias: “A hora e a vez de Augusto Matraga”, conto de Guimarães Rosa (1908-1967), e “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos (1892-1953).

 

 

 

Os rapazes aceitaram as condições e já se encontram em liberdade. E claro! Para que não haja “control+C, control+V”, o juiz determinou que os relatórios deverão ser feitos pelos jovens de próprio punho.  O Magistrado ainda arrematou: “nada como ler um ‘Vidas Secas’ para perceber o que é vida dura, o que é necessidade de dinheiro.”

 

Parabéns ao magistrado!

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Consultoria, palestras e cursos

Domingo, Abril 13th, 2008

Além da consultoria específica e acompanhamentos de processos que exijam especificidades técnicas, também encontramo-nos à sua disposição para realizar palestras e cursos em sua faculdade, Diretório Acadêmico, instituição ou evento.

Entre em contato conosco.

Rua Pitangui – 1601 – Belo Horizonte (MG) - (31) 3422-1151

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Cybercrime – O Orkut e a Pedofilia

Quarta-feira, Abril 9th, 2008

Por Luiz Gustavo Silveira

Pois é… Não é que a CPI da Pedofilia, da Câmara dos Deputados, encaminhou requerimento ao Ministério Público Federal para a quebra de sigilo 3.261 perfis do Orkut que são suspeitos de Pedofilia?

Os perfis têm, a princípio, o acesso a fotos restrito. Desta maneira, apenas aqueles que foram adicionados à lista de amigos do suspeito teriam acesso às fotos que envolvem, supostamente, atos de pedofilia. Usando esta estratégia, as fotos teriam o condão de passarem desapercebidas da maioria dos usuários.

A CPI bateu forte no presidente do Google no Brasil, Alexandre Hohagen. E não é pra menos: desde que o google está no Brasil (meados de 2004), a empresa tem se negado terminantemente a fornecer informações ao Ministério Público com finalidades investigativas. “Desde sua chegada ao Brasil, em 2004, a empresa tem se recusado a fornecer informações solicitadas pelo Ministério Público sobre usuários denunciados por pedofilia”, desabafa o procurador da República no estado de São Paulo Sérgio Suiama.

A coisa vai pegar pro lado do Google?

FONTE: Agência Senado

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Direito da Informatica – STJ mantem prisao

Quinta-feira, Fevereiro 7th, 2008

Mantida prisão de integrante de quadrilha de pirataria que atua na Bahia

A Presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve na prisão um dos principais responsáveis pela reprodução e distribuição de CDs e DVDs piratas da cidade de Alagoinhas (BA).

O acusado V.L.R. atuava juntamente com o irmão E.L.R., que também está detido. Presos em flagrante pela Polícia Civil do estado, são acusados de violação de direito autoral, formação de quadrilha, posse de arma de fogo e corrupção ativa.

Segundo dados do processo, a operação policial apreendeu 12.200 unidades de DVDs de títulos diversos e 5.470 unidades reproduzidas de CDs, além de milhares de mídias virgens e maquinários utilizados na reprodução. Os irmãos teriam tentado subornar os policiais com R$15 mil, fato que configurou corrupção ativa.

O caso chegou ao STJ em pedido de concessão de liminar para a liberação do acusado E.L.R. A defesa alegou que o paciente é primário, com bons antecedentes, residência fixa e empreso lícito. Alega que a prisão seria uma forma de punição antecipada, que ninguém pode ser tratado como culpado antes da decisão judicial transitada em julgado e que a precária situação do presídio implicaria risco para a integridade física do detido. Reclamou, ainda, de ilegalidade e abuso de poder.

Ao analisar a questão, o ministro Peçanha Martins confirmou a decisão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia que indeferiu o pedido. “De acordo com a pacífica jurisprudência desta Corte e com a Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, salvo excepcionalíssima hipótese de ilegalidade manifesta ou abuso de poder, não cabe habeas corpus contra decisão que denega a liminar em outro habeas corpus, sob pena de indevida supressão de instância”, explica o magistrado

Fonte: STJ

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Direito Virtual – Polícia Civil de São Paulo aperta o cerco

Segunda-feira, Janeiro 14th, 2008

Por Luiz Gustavo Silveira

N0 estilo Polícia Federal, a PC de São Paulo apreendeu quase 2.400 computadores no estado. A operação, bem ao estilo do bureau federal brasileiro, recebeu o nome de “Operação LanHouse”. Foram fechados 355 estabelecimentos na capital paulista e apreendidos 44 computadores na cidade de Ribeirão Preto(SP). A operação teve curso ao longo da última semana.

O foco da Polícia Judiciária daquele estado buscou principalmente fechar estabelecimentos que não tinham alvará de funcionamento, jogos de azar ou computadores sem nota fiscal. A polícia também quer verificar potenciais ofensas à propriedade intelectual, feita através de pirataria de softwares.

Em ação parecida, a Seccional de Sertãozinho apreendeu, na quinta-feira (10/01), 44 computadores, também suspeitos de procedência ilícita, em ação promovida em dez municípios da região.

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Direito Virtual – CyberCrime – Operação "Carrossel" da Polícia Federal cumpre 102 mandados

Segunda-feira, Dezembro 24th, 2007

Por Luiz Gustavo Silveira

A Polícia Federal realizou uma das maiores operações no combate à pedofilia através da Internet já realizadas no país.

Trata-se da operação Carrossel, que foi realizada em 56 cidades, envolvendo 410 agentes da Polícia Fedeal, que executarm
102 mandados de busca e apreensão.

Foram apreendidos computadores tanto em prédios comerciais quanto residências em estados como Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

O destaque da operação ficou por conta da tecnologia utilizada. Pela primeira a PF utilizou-se de um software de rastreamento totalmente desenvolvido no Brasil, que gerou uma lista de suspeitos de todos os endereços de IPs que acessaram mais de 5 vezes as fotos ou vídeos de conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes. A Polícia suspeita de atividade constante em formação de quadrilha.

Os arquivos foram acessados 3.800 vezes, sendo que no Brasil houveram 280 registros, atribuídos, em média, a 140 usuários diferentes.

O Delegado da Unidade Crimes Cibernéticos, Dalton Martins, lembrou que “as investigações serão aprofundadas”, e enalteceu a importância do trabalho com o Bureau norte-americano: “a gente trabalhou em conjunto com o FBI. Isso é importante: a troca de informações entre as agências”.

Fonte: www.direito-virtual.blogspot.com e Agência Radiobrás

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Direito Virtual – Direito do Consumidor – Fim da venda casada de Velox e Provedor de Acesso

Terça-feira, Dezembro 4th, 2007
MPF exige fim da venda casada de Velox e de provedor de acesso à Internet

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra a TNL PCS S/A (Oi/Telemar) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por causa da venda casada dos serviços Velox e do de provedor de acesso à Internet.

Segundo o MPF, diferente do que vem ocorrendo, os usuários do serviço de Internet banda larga oferecido pela Oi/Telemar não precisam contratar um provedor adicional para ter acesso à grande rede de computadores.

Além de pedir a condenação da empresa e da agência, o MPF entrou com um pedido de liminar para que a Oi/Telemar deixe de exigir de imediato a contratação de um provedor adicional para os usuários do Velox.

O pedido aguarda apreciação na 6ª Vara Federal Cível. O MPF quer também que a Oi/Telemar mantenha a prestação do serviço Velox dos usuários que não contrataram provedor adicional. Caso sejam condenadas, a Oi/Telemar e a Anatel terão que indenizar os usuários e ex-usuários do Velox por danos patrimoniais e morais.

O procurador da República Frederico Lugon Nobre, autor da ação, destaca que, diante das informações incorretas prestadas pela empresa e do desconhecimento técnico, os consumidores não encontram outra saída senão a contratação conjunta do Velox e de outros provedores de acesso à Internet.

A própria Anatel, por meio de resolução elaborada pelo conselho diretor da agência, deixa clara a possibilidade de o provedor de serviço de conexão à Internet prestar diretamente os serviços de transporte de dados em alta velocidade. Por isso, o MPF quer que a agência seja condenada por ter permanecido inerte e conivente com a cobrança casada.

De acordo com Frederico Lugon Nobre, ‘não é razoável exigir-se que os consumidores sejam submetidos a contratar serviços desnecessários e pagar mais, sem qualquer necessidade, para usufruir de serviços públicos de comunicação? No caso, o serviço de transporte de dados em alta velocidade para acesso à Internet’.

Em São Paulo, diante de situação similar, o MPF conseguiu a condenação da Telesp-Telefonica e da Anatel. A empresa e a agência tiveram que indenizar os usuários do serviço Speedy daquele Estado e a Telesp ficou proibida de exigir a cobrança duplicada pelo serviço de Internet banda larga.

A assessoria de imprensa da Oi/Telemar informou que a empresa ainda não foi notificada e por isso não vai se manifestar.



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Notícias: BotNet infecta um milhão

Quinta-feira, Novembro 29th, 2007

A engenharia social e as ferramentas de rastreamento tem permitido cada vez mais eficiência das polícias científicas de todo o mundo. Um ótimo exemplo disso ocorreu na Nova Zelândia e, embora o principal responsável não tenha sido preso, equipamentos foram apreendidos para realização de perícia técnica.

 

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Polícia invade casa de cracker acusado de infectar 1 milhão de PCs

 

São Francisco – Polícia invade casa de chefe de rede botnet, mas não consegue prender o acusado de infectar um milhão de PCs.

 

A Polícia invadiu a casa do possível líder de um grupo internacional de criminosos, na Nova Zelândia, acusados de infectar mais de um milhão de computadores.

 

A batida aconteceu nessa semana na casa do chefe do grupo, conhecido como AKILL na rede. Participaram da ação a polícia da Nova Zelândia e o Federal Bureau of Investigation (FBI), dos Estados Unidos.

 

Apesar da batida ajudar a quebrar a rede botnet, AKILL não foi preso, afirma um porta-voz do FBI nesta quinta-feira (29/11).

 

Botnets são redes de computadores infectados que podem ser operadas por criminosos, possibilitando uma série de atividades ilegais, como hospedar sites com phishing ou lançar ataques.

 

Normalmente, os donos dos computadores infectados nem percebem que estão sendo usados pro criminosos. A sofisticação no uso dessas redes torna difícil a descoberta de quem realmente controla o botnet.

 

A ação na Nova Zelândia faz parte da “Operation Bot Roast”, um esforço para caçar e desativar redes botnet. Desde o começo das operações, o FBI acusou ou prendeu oito homens, executou 13 mandatos de busca e descobriu mais de 20 milhões de dólares em danos econômicos, conforme anunciado nesta quinta-feira (29/11).

 

Segundo o FBI, as fraudes de internet custaram 200 milhões de dólares em 2006.

 

Fonte: IDG Now! – Robert McMillan, editor do IDG News Service, de São Francisco.

 

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Notícias: Google Brasil, Orkut e Ministério Público

Quinta-feira, Novembro 29th, 2007

Depois de muitos anos de denúncias e pressão das autoridades policiais e Ministério Público, os provedores de serviços na Internet – gratuitos ou não – como o site de relacionamentos “Orkut” começam a receber determinação judicial para apresentação de dados dos usários. Certamente, isso é um grande avanço para a elucidação de crimes de informática e fortalecimento do Estado Democrático de Direito.

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Ministério Público obtém liminar no Rio para ter acesso a dados do Orkut

23 de novembro de 2007 às 09h19

São Paulo – Juiz decide que empresa não pode se negar a entregar dados de criminosos ao MP e à Polícia sob o pretexto de que eles são sigilosos.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro comunicou na quinta-feira (22/11) que obteve uma decisão liminar que obrigar o Google Brasil a fornecer à Polícia Civil e ao próprio MP dados cadastrais dos usuários do Orkut que cometerem crime por meio da rede social.

De acordo com um comunicado do MP, o juiz Gustavo Quintanilha Telles de Menezes, da 26ª Vara Cível, reconheceu que não há sigilo de dados nas informações relativas a dados cadastrais dos usuários do Orkut, incluindo números de IP, data e hora completa dos acessos.

Em uma petição de 25 de outubro, o Ministério Público alega que a empresa vem se negando a fornecer diretamente ao Ministério Público e à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro os dados cadastrais dos usuários que se valem do Orkut para a prática de ilícitos penais, sob o argumento de que tais dados estão acobertados pelo sigilo“.

Segundo comunicado do MP, o juiz entendeu que “a atitude do réu constitui uma afronta ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro”.

“As informações inseridas nos cadastros do sítio eletrônico Orkut, não são ali inseridas com qualquer caráter sigiloso, ao contrário, lá estão para exposição pública, estando os usuários do serviço cientes deste fato, notadamente pelo conhecimento das regras explicadas pelo próprio site“, escreveu o juiz.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Google Brasil emitiu o seguinte posicionamento: “Não fomos notificados, mas nossa postura continuará sendo de colaboração com as autoridades brasileiras”.

O episódio é o mais recente na luta que a Justiça brasileira vem travando para obter os dados de criminosos que praticam atos ilícitos no Orkut para que eles possam ser punidos.

O Ministério Público Federal em São Paulo já entrou com mais de 230 pedidos de quebra de sigilo de perfis e comunidades criminosas na rede, porém afirma que a cooperação da empresa é limitada e chegou a pedir o fechamento da subsidiária brasileira no ano passado.

Recentemente, o Google Brasil anunciou que passaria a ser o responsável legal por atender solicitações da Justiça brasileira no lugar dos advogados que atuavam como procuradores da matriz norte-americana no País, atendendo uma solicitação de longa data do Ministério Público Federal.

A empresa mantém ferramentas de denúncias na rede social e garante que as comunidades e perfis criminosos são tirados do ar e os dados preservados mediante solicitação das autoridades legais brasileiras.

FONTE: Redação do IDG Now!

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O Editor

Consultor Luiz Gustavo Silveira

LUIZ GUSTAVO SILVEIRA foi programador de computadores e é advogado em Belo Horizonte (MG). Graduado pela PUC Minas e pós graduado em filosofia do trabalho, é consultor em Direito da Informática e foi o primeiro perito voluntário no estado de Minas Gerais na apuração de crimes informáticos (DERCIFE-MG). É consultor de empresas que trabalham com Business Intelligence desde 2003.

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Direito da Informática
Disciplina que estuda as implicações e problemas jurídicos surgidos com a utilização das modernas tecnologias da informação. (prof. Aldemário Araújo Castro)