Posts Tagged ‘processo’

Google é responsável por Dano Moral

Terça-feira, Junho 17th, 2008

Uma usuária do Orkut, site de relacionamentos pertencente à Google, ganhou na Justiça do Rio uma indenização de R$ 10 mil por danos morais em ação contra a empresa. A decisão foi da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, que manteve a sentença e julgou improcedentes os recursos das partes. J.S.R teve seu nome citado com referências injuriosas na comunidade “Na boca do povo – TR“, em tópico que trata de prostituição em Três Rios, Região Serrana do Rio.

O Desembargador relator citou que a autora da ação teve seu nome mencionado por anônimo, que dizia, entre outras ofensas, que a usuária se prostituía para pagar a faculdade. “O dano é incontroverso, tendo em vista as ofensas dirigidas à autora, que maculam a sua honra, sua dignidade e o seu nome“, entendeu o desembargador.

Abicair ressaltou que ainda não existem leis adequadas ao universo virtual, porém, segundo ele, o parágrafo único do art. 927 do Código Civil adota, em termos genéricos de conduta, a teoria da responsabilidade civil objetiva. “Ela estabelece que haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem“, explicou, lembrando também que a Constituição, em seu art. 5º, inciso IV, dispõe que é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado, porém, o anonimato.

De acordo o desembargador, ainda que se considere a dificuldade de fiscalizar os conteúdos de tudo o que é lançado nas páginas do Orkut, a empresa ré tem como saber a procedência das informações. “Conforme relata em seu recurso, em que diz que há possibilidade de identificação dos usuários do Orkut, por meio do IP, no entanto, quedou-se inerte neste sentido, não indicando ao longo do processo o provável autor das ofensas dirigidas à autora“, lembrou o desembargador. Ainda segundo ele, para excluir a responsabilidade da ré, caracterizando-se como fato de terceiro, seria necessária a identificação do usuário. “Se a recorrente permite a criação de sites com conteúdos ofensivos, onde qualquer um pode registrar informações, escondendo-se através do anonimato, é clara a sua responsabilidade e o dever de reparar o dano sofrido pela requerente“, afirmou. A empresa poderá recorrer da decisão.  

FONTE: Migalhas

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Quinta-feira, Junho 12th, 2008

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Quinta-feira, Junho 12th, 2008

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Direito da Informatica – STJ mantem prisao

Quinta-feira, Fevereiro 7th, 2008

Mantida prisão de integrante de quadrilha de pirataria que atua na Bahia

A Presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve na prisão um dos principais responsáveis pela reprodução e distribuição de CDs e DVDs piratas da cidade de Alagoinhas (BA).

O acusado V.L.R. atuava juntamente com o irmão E.L.R., que também está detido. Presos em flagrante pela Polícia Civil do estado, são acusados de violação de direito autoral, formação de quadrilha, posse de arma de fogo e corrupção ativa.

Segundo dados do processo, a operação policial apreendeu 12.200 unidades de DVDs de títulos diversos e 5.470 unidades reproduzidas de CDs, além de milhares de mídias virgens e maquinários utilizados na reprodução. Os irmãos teriam tentado subornar os policiais com R$15 mil, fato que configurou corrupção ativa.

O caso chegou ao STJ em pedido de concessão de liminar para a liberação do acusado E.L.R. A defesa alegou que o paciente é primário, com bons antecedentes, residência fixa e empreso lícito. Alega que a prisão seria uma forma de punição antecipada, que ninguém pode ser tratado como culpado antes da decisão judicial transitada em julgado e que a precária situação do presídio implicaria risco para a integridade física do detido. Reclamou, ainda, de ilegalidade e abuso de poder.

Ao analisar a questão, o ministro Peçanha Martins confirmou a decisão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia que indeferiu o pedido. “De acordo com a pacífica jurisprudência desta Corte e com a Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, salvo excepcionalíssima hipótese de ilegalidade manifesta ou abuso de poder, não cabe habeas corpus contra decisão que denega a liminar em outro habeas corpus, sob pena de indevida supressão de instância”, explica o magistrado

Fonte: STJ

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Direito Virtual – Extorsão pela Internet

Quarta-feira, Janeiro 16th, 2008

Por Luiz Gustavo Silveira

É preso em São Paulo homem que seduzia mulheres e extorquia dinheiro de empresários

Um homem acusado de praticar extorsão após seduzir mulheres pela internet foi preso pela Polícia Civil na terça-feira da semana passada (08/01), na cidade de Ribeirão Preto (SP).

Identificado apenas como C.R.S. pela polícia, o usuário utilizava-se de uma famosa técnica de engenharia social: começava um namoro online com algumas das funcionárias da empresa-alvo, e ao descobrir o local onde as “seduzidas” trabalhavam, passava à segunda parte do plano: extorquir os dono da respectiva empresa. Ele se utilizava do argumento de que a funcionária havia lhe passado informações sigilosas que prejudicariam a empresa se fossem divulgados para o público em geral. O criminoso afirmava ser jornalista e criou um site que, em tese, denegria a imagem das companhias com os dados obtidos, pretensamente verdadeiros mas na prática falsos. Para que tal não ocorresse, ele pedia uma soma em dinheiro – valor que girava em torno de R$4.000,00. Dinheiro fácil, não é mesmo?

A polícia informou ainda que três vítimas registraram ocorrência criminal contra o acusado, que foi preso em um restaurante aguardando valores extorquidos. Detalhe: C.R.S já responde a dois processos por extorsão perante a justiça.

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Direito Virtual – Propriedade Intelectual – Microsoft em novo processo judicial

Terça-feira, Janeiro 8th, 2008

Por Luiz Gustavo Silveira

Microsoft processa empresa por usar suas marcas para registrar domínio

A Microsoft novamente acionou o Poder Judiciário para processas alguém. Desta vez quem sentará no banco dos réus é a empresa Red Register, sob a alegação de uso ilegal das marcas registradas da Microsoft. Nos autos, a ré é acusada de “roubar” 125 nomes de domínio, todos “confusamente similares às marcas da Microsoft”, nos dizeres da petição inicial, com intuito de gerar lucro por meio de anúncios online.

No meio informático a prática é conhecida como typosquatting e consiste, basicamente, no uso de palavras que se pareçam com o nome original de uma marca registrada ou uma empresa, se aproveitando dos comuns erros de digitação dos usuários.

Segundo a Microsoft, nestes sites, os internautas podem ser levados a clicar em anúncios que foram colocados pelo idealizador do “endereço enganoso”, pois “a pessoa acha mais fácil fazer isto do que continuar a busca por um site da Microsoft – ou simplesmente porque acha que a Microsoft autorizou a publicidade”, afirma o documento.

A Red Register registrou domínios como windowslivecare.com, msnmesnger.com e ageofmathology.com, afirma a autora Microsoft, que quer controlar tais sites e pede à corte que multe a Red Register por danos não especificados.

Equipe direito-virtual.blogspot.com

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Direito Virtual – Vírus no Adsense: Google confirma

Quinta-feira, Dezembro 20th, 2007
Por Luiz Gustavo Silveira

Polêmica na internet ocupa as listas de discussão e sites especializados na rede.


Vários comerciais colocados pelo Google em páginas da Web passam por uma estranha situção: ao invés de mostrarem o texto original dos anúncios, há redirecionamento para outros servidores, que tipicamente nenhuma relação guardavam com o original.

A notícia foi inicialmente divulgada pela pela empresa de antivírus BitDefender, que alega a existência de “cavalos-de-tróia” na operação. O portal Google, por sua vez, apresenta versão diferente para o fato: “Cancelamos contas de clientes que exibem anúncios que redirecionavam o usuário para sites exploradores ou que anunciavam um produto violador dos nossos princípios de software. Trabalhamos ativamente para detectar e remover sites que servem programas maliciosos (”malwares”) em nossa rede de propaganda e em nossos resultados de busca. Possuímos processos manuais e automatizados em curso para detectar e reforçar nossas políticas.”

Embora o fato não tenha sido adequadamente esclarecido, a situação poderá ensejar, na forma do contrato celebrado entre a Google e os editores de Blogs, responsabilidade civil em caso de comprovado prejuízo dos “blogueiros”.

Fonte: direito-virtual.blogspot.com
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Direito Virtual – Cybercrime – Juízo competente

Quarta-feira, Dezembro 19th, 2007

 

Por Luiz Gustavo Silveira

 

Processo sobre pedofilia na internet deve ser julgado pelo Juízo do local de onde saíram os arquivos ilícitos

 

Em decisão inédita no país, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a pena da Relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, decidiu que a consumação do crime de publicação de imagens de pornografia infantil na internet ocorre no ato do encaminhamento das imagens pelo agente que comete o delito, ou seja, no local onde está o computador que envia as imagens ilícitas, sendo que a localização do provedor de internet no qual as imagens estão armazenadas não interfere na determinação do juízo que vai processar a ação judicial.

 

A decisão foi prolatada no Conflito de Competência CC 29886, e abre importante precedente jurisprudencial na matéria.

 

FONTE: Leia a matéria na íntegra no site Migalhas

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Direito Virtual – Propriedade Intelectual – Pirataria na China incomoda Holywood

Sexta-feira, Novembro 30th, 2007

Por Luiz Gustavo Silveira

Estúdios de Hollywood processam serviço e café chineses por pirataria

Grandes estúdios de Hollywood estão lutando para que usuários que ofereceram para download ilegal filmes, como “Piratas do Caribe 2 – O baú da morte”, sejam levados à corte nos próximos meses. Uma ação legal iniciada no dia 28 de setembro será julgada pela 2º Corte Intermediária de Xangai em 29 de novembro, afirmou a agência de notícia oficial da China Xinhua News nesta quinta-feira (22/11).

Uma inspeção da polícia descobriu que o Shanghai East Cyber Cafe facilitava a exibição não licenciada de filmes de 13 membros da MPA por meio da Jeboo; A MBA não revelou quando a inspeção foi realizada. “Cafés com internet são fontes significantes de pirataria na China”, afirmou Rittman, citando uma relatório da consultoria chinesa CCDINet, afiliada ao Ministério da Indústria de Informações, que alegava que LAN houses no país são os pontos primários de conexão para 29,5% dos internautas chineses, e que 76% deles assistem filmes nos estabelecimentos.

Uma técnica usada por chineses para assistir filmes é usando a barra de entretenimento da Jeboo, afirmou Rittman. “O Jeebo é um grande player. O que eles fazem é oferecer uma barra de entretenimento a seus clientes. Ela é uma empresa bastante significante e cafés são fontes significantes de pirataria no país”, diz.

Os cinco estúdios pedem indenização de cerca de 432 mil dólares em reparações e custos legais e buscam também enviar uma mensagem a cafés pelo país sobre o “risco de processos caso haja envolvimento com pirataria”.

Fonte: IDGNow

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Navegar na internet pode dar justa causa

Quinta-feira, Novembro 29th, 2007
São Paulo – Empresa ganha 1ª ação de demissão por justa causa por navegação indevida
 
O funcionário, que já havia sido advertido e punido por acessar sites de pornografia, perdeu ação contra a empregadora Igel.

A Justiça brasileira proferiu a primeira decisão em favor de uma empresa que demitiu um funcionário por justa causa por navegar por sites de pornografia durante o horário de trabalho.

A 2ª Vara do Trabalho de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, decidiu em favor da Igel S.A. Embalagens, em uma ação movida pelo funcionário em questão, pedindo indenização de 30 mil reais e anulação da demissão por justa causa.

De acordo com o processo, o funcionário foi despedido por justa causa, “decorrente de transgressão às normas disciplinares da empresa”. O texto da ação relata ainda que o empregado havia sido punido anteriormente, com seis advertências e quatro suspensões disciplinares.

Segundo Renato Opice Blum, advogado especializado em direito digital, o fundamento da demissão por justa causa está em uma cláusula da CLT que diz respeito à “desídia”, ou seja, o ócio durante o trabalho.

“A questão da reincidência pode gerar polêmica, pois nos casos de e-mail já registrados ficou definido que a empresa pode demitir por justa causa mesmo no primeiro caso de uso indevido da ferramenta corporativa”, opina Renato Opice Blum, advogado especialista em direito digital.

De acordo com o especialista, a empresa tem o direito de monitorar o acesso a sites a partir da máquina do usuário, uma vez que é co-responsável por eventuais crimes praticados durante o exercício da atividade profissional ou em sua virtude – embora esteja vedado o monitoramento ao conteúdo do e-mail pessoal do funcionário, bem como das conversas em mensageiro instantâneo configurado com conta pessoal de e-mail.

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O Editor

Consultor Luiz Gustavo Silveira

LUIZ GUSTAVO SILVEIRA foi programador de computadores e é advogado em Belo Horizonte (MG). Graduado pela PUC Minas e pós graduado em filosofia do trabalho, é consultor em Direito da Informática e foi o primeiro perito voluntário no estado de Minas Gerais na apuração de crimes informáticos (DERCIFE-MG). É consultor de empresas que trabalham com Business Intelligence desde 2003.

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Direito da Informática
Disciplina que estuda as implicações e problemas jurídicos surgidos com a utilização das modernas tecnologias da informação. (prof. Aldemário Araújo Castro)